POPULAÇÃO


A poluição em declínio

Em 1996, a população do Japão estava em 125,9 milhões de habitantes, segundo o Ministério dos Assuntos Internos. Em termos de população, o Japão situa-se hoje em dia em oitavo lugar no mundo, atrás da República Popular da China, da Índia, dos Estados Unidos, da Indonésia, do Brasil, da Rússia e do Paquistão pela ordem.

Como ocorreu em outros países desenvolvidos, o crescimento populacional do Japão diminui nos últimos anos apesar de um forte decréscimo na taxa de mortalidade. Espera-se que a população do Japão atinja o pico de 136 milhões de habitantes em 2013, após o qual decrescerá pouco a pouco.


Infra-estrutura social

Em 1996, a densidade populacional do Japão era de 335 pessoas por quilômetros quadrado, situada entre nações densamente povoadas como a Bélgica, os Países Baixos e a República da Coréia. No momento, 45% de todos os japoneses aglomeram-se nas três grandes áreas metropolitanas de Tóquio, Osaka e Nagoya e de suas prefeituras vizinhas.

Recentemente tem ocorrido uma crescente concentração de população na área metropolitana de Tóquio, onde hoje em dia reside um quarto da população total do Japão. Uma razão para esta concentração é o papel cada vez mais importante que está sendo desempenhado pelas indústrias de serviços na economia japonesa. Uma proporção relativamente grande das indústrias de serviços está localizada em Tóquio.


Estrutura Populacional

A composição etária da população do Japão, expressada na convencional pirâmide populacional, está passando por uma alteração gradual. A estrutura típica de antes da guerra, com uma grande população de crianças com idade igual ou inferior a 14 anos, que formava uma grande base na pirâmide, deu lugar a uma estrutura semelhante a uma coluna, como resultado do declínio da taxa de nascimentos.

Em 1996, 15,1% do total da população japonesa era composta por pessoas com 65 anos de idade ou mais. Como a média de expectativa de vida do Japão em 1995 é a mais alta do mundo, com 82,9 anos para as mulheres e 76,4 para os homens, a proporção de cidadãos mais velhos está aumentando de modo acentuado e espera-se que atinja 23,6% no ano 2020.


HABITAÇÃO

Desde o final da década de 1960, a ênfase do setor da construção de habitação no Japão transferiu-se da necessidade de eliminar a escassez quantitativa para a necessidade da melhoria qualitativa. As estatísticas mostram que após permanecer no âmbito de duzentos a quatrocentos mil durante o período do pós-guerra até o início dos anos 60, o número de casas construídas no Japão por ano aumentou de modo consistente, superando a marca de um milhão pela primeira vez em 1967, com um total de 1.040.000 unidades. Desde então têm sido construídas mais de um milhão de casas por ano.

De acordo com estatísticas compiladas pela Nações Unidas e pelo Ministério da Construção do Japão, o país atingiu o mais alto nível de construção de casas entre as nações industrializadas avançadas, em termos de construção por mil habitantes. Em 1983, foram construídas no Japão dez unidades de habitação por mil habitantes, comparadas com 6,8 unidades na França, 5,9 unidades nos Estados Unidos e 5,5 unidades na República Federal da Alemanha. Como resultado disso, o número de unidades habitacionais por família aumentou de 0,97 em 1964, quando havia uma escassez para 1,01 em 1968 e 1,10 em 1983.


Aumento das construções não feitas de madeira

De acordo com os resultados de uma pesquisa realizada pela Agência de Administração e Coordenação, em 1983 havia 34,75 milhões de moradias ocupadas no Japão, das quais 16 milhões, ou 46,1%, eram construídas de madeira, 31,3% de madeira à prova de fogo e 22,6% de concreto e ferro ou outros materiais que não a madeira. Nas áreas urbanas havia um número relativamente baixo de moradias de madeira. Nos 23 bairros de Tóquio, por exemplo, apenas 21,2% das moradias eram construídas de madeira, ao passo que 42,5% era feitas de madeira à prova de fogo e 36,3% de outros materiais que não a madeira. A proporção das novas moradias construídas de materiais que não a madeira aumentou de 37% em todo o país nos anos 70 para exatamente 50% em 1984.

A pesquisa de 1983 mostrou que as moradias separadas representavam 64,3% de todas as casas do Japão, com a proporção caindo nas zonas urbanas. As estruturas de várias unidades, como os prédios de apartamentos, ocupavam 62,5% de todas as moradias nos 23 bairros de Tóquio.


Casa própria

A mesma pesquisa de 1983 revelou que 62,4% das casas consistiam de moradias ocupadas pelo proprietário, 24,3% das unidades eram alugadas pelo setor privado, 7,6% das unidades eram alugadas pelo setor público e 5,2% das moradias eram alugadas pelos empregados de empresas e por funcionários do governo. A proporção de casas próprias no Japão é um pouco mais baixa do que a dos Estados Unidos, que é de 64,7% (1983). Entretanto, de acordo com o Livro branco de 1987 sobre a vida da nação editado pela Agência de Planejamento Econômico, o Japão está à frente do Reino Unido (60,9% em1984), da França (50,7% em 1982) e da República Federal da Alemanha (40,7% em 1982).


Tamanho das habitações

As principais atividades políticas e econômicas do Japão estão concentradas em Tóquio e o resultado disto é que o preço da terra na capital do país é bem mais alto do que em outras partes do Japão e em outras grandes cidades do mundo. Como conseqüência, as moradias em Tóquio e nas cidades satélites tendem a ser menores do que nas províncias. O tamanho médio das moradias do cinturão urbano de Tóquio-Yokohama tem 3,90 aposentos (5,11 aposentos no caso das habitações ocupadas pelo proprietário) e uma área de 66,82 metros quadrados (93,6 metros quadrados no caso das habitações ocupadas pelo proprietário). De acordo com a pesquisa de 1983, as médias nacionais são de 4,73 aposentos (5,85 aposentos) e 85,92 metros quadrados (111,67 metros quadrados).

Em virtude desta situação, nos últimos anos o governo vem transferindo seu ênfase da melhoria quantitativa, para a qualitativa. O Ministério da Construção, por exemplo, fixou a meta para o padrão das moradias, que deve ser atingida pela metade das habitações por volta do ano 2000. No caso da moradia urbana para uma família de quatro pessoas, o objetivo é uma área total de 91 metros quadrados, abrangendo três quartos, uma sala de estar e uma área para a cozinha e a copa.

O governo vem trabalhando para a realização deste objetivo através da implementação de várias medidas, inclusive benefícios fiscais e o financiamento público com juros baixos. Ele também está dando prioridadae máxima para a limitação e estabilização dos preços da terra.

 
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